Verificador de formato de endereço
Cole um endereço de carteira e, sem sair do seu aparelho, a ferramenta olha o conjunto de caracteres, o comprimento e o começo da sequência para dizer com que rede ele parece e se o formato está dentro do comum. Só a aparência — nada de consulta on-chain.
O resultado aparece enquanto você digita. Esta ferramenta só confere a "aparência": prefixo, conjunto de caracteres e comprimento. Ela não valida o checksum EIP-55 (maiúsculas/minúsculas) do Ethereum, não valida os dígitos verificadores Base58 de Bitcoin e TRON e não consulta saldo on-chain. Formato aparentemente válido não quer dizer que o endereço está certo, que é o destinatário que você quer, nem que é seguro.
O que esta ferramenta faz
Na hora de sacar cripto — mandar moedas da corretora ou de uma carteira para outro endereço — o pesadelo é colar o endereço errado. É uma sequência longa de letras e números, o olho humano não pega o erro, e a transferência normalmente não tem volta. O que este verificador faz é limitado, mas útil: você cola o endereço, e ele examina no seu navegador o começo da sequência, o conjunto de caracteres usado e o comprimento total, para dizer com que rede ele "se parece" e se o formato cabe nas faixas comuns.
Os tipos mais comuns que ele reconhece:
- Bitcoin (BTC): endereços legados começam com
1ou3, usam o conjunto Base58 (que exclui os confundíveis 0, O, I e l) e têm por volta de 26 a 35 caracteres; endereços SegWit (bech32) começam combc1, são todos em letras minúsculas e números, e um pouco mais longos. - Ethereum e redes EVM: começam com
0xseguido de 40 caracteres hexadecimais (0–9, a–f), 42 no total. BNB Chain, Polygon, Arbitrum e outras redes compatíveis com EVM usam exatamente o mesmo formato — por isso a ferramenta só consegue dizer "parece endereço EVM", sem apontar a rede exata pela aparência. - TRON: começa com
Tmaiúsculo, conjunto Base58, normalmente 34 caracteres. É o formato do USDT-TRC20.
O que ela NÃO faz (leia até o fim)
Falando com franqueza: a ferramenta olha o formato, e a capacidade dela termina aí.
- Ela não valida o checksum EIP-55 do Ethereum. O EIP-55 embute um código de verificação nas maiúsculas e minúsculas das letras do endereço, capaz de denunciar um ou dois caracteres digitados errados. Como este verificador pula essa etapa, um endereço Ethereum com a caixa corrompida — na prática inválido — ainda pode aparecer aqui como "formato válido".
- Ela não confere os dígitos verificadores Base58 no fim dos endereços de Bitcoin e TRON, então também não percebe um caractere trocado no meio.
- Ela não acessa a internet: não consulta saldo, não sabe se o endereço é um contrato nem se está marcado em alguma lista. Tudo roda no seu aparelho e o endereço não é enviado a lugar nenhum.
Em uma frase: formato válido ≠ endereço correto, e muito menos ≠ endereço seguro. O que ela barra são os erros visíveis a olho nu — prefixo claramente errado, caractere fora do conjunto, comprimento muito diferente. O que ela não barra: o endereço "certinho na aparência mas com um caractere trocado" e o endereço que um golpista mandou para você.
Hábitos que protegem mais que qualquer verificador
Com endereço, rotina vale mais do que ferramenta:
- Confira caractere por caractere, principalmente começo e fim. Depois de colar, compare com o endereço passado pelo destinatário: os primeiros e os últimos caracteres precisam bater exatamente. Programas maliciosos de sequestro de área de transferência trocam o endereço logo depois que você copia — essa conferência salva o dinheiro.
- Teste primeiro com valor pequeno. Na primeira transferência para um endereço, mande uma quantia mínima, confirme que chegou e que a rede está certa, e só então mande o valor cheio. A tarifa dessa remessa pequena compra tranquilidade.
- Escolha a rede certa. A mesma sequência pode significar coisas diferentes em redes diferentes. Ao sacar USDT, TRC20, ERC20 e as demais redes seguem caminhos separados — errar a rede pode significar não recuperar o valor. Peça ao destinatário para dizer explicitamente "qual rede" e selecione a mesma na tela de saque.
- Pegue o endereço na fonte original. Prefira o canal oficial e confiável do destinatário; evite copiar de print de conversa ou de imagem de QR code avulsa.
Para transformar a conferência de endereço em processo, siga com como conferir um endereço de recebimento; para proteger a conta desde a origem e escapar de phishing, veja segurança da conta na prática e golpes de phishing mais comuns. Esses hábitos, uma vez enraizados, valem mais do que qualquer validação de formato.
Critérios: esta ferramenta faz verificação/estimativa 100% no seu navegador — nada é enviado nem consultado on-line. Ela só analisa conjunto de caracteres, comprimento e prefixo do endereço; não valida checksums EIP-55 ou Base58 e não consulta o estado na blockchain. O resultado é referência inicial: antes de transferir, considere o endereço passado pelo destinatário e a tela de saque da sua plataforma, confira caractere por caractere e teste com valor pequeno. Nada aqui é recomendação de investimento, tributária ou jurídica.